Inglaterra – Lucy Roberts, de 39 anos, ex-gerente de uma joalheria de luxo na cidade de Beverley, foi condenada a […]

Ex-gerente de joalheria de luxo é condenada após furtar quase R$ 900 mil em joias na Inglaterra
Inglaterra – Lucy Roberts, de 39 anos, ex-gerente de uma joalheria de luxo na cidade de Beverley, foi condenada a dois anos e quatro meses de prisão após ser flagrada furtando cerca de US$ 170 mil (aproximadamente R$ 900 mil) em joias. O caso ganhou notoriedade após colegas de trabalho desconfiarem da conduta da funcionária, que publicava selfies nas redes sociais usando peças de alto valor que nunca haviam sido vendidas a ela.
Roberts atuava como gerente da loja Daniella Draper, especializada em peças artesanais de luxo. Durante cerca de um ano, ela convenceu colegas de que levava os itens para casa com o objetivo de “organizar remotamente o estoque” para o ateliê. A versão começou a ruir quando, após pedir demissão, embarcou em um cruzeiro e passou a ostentar colares, anéis e braceletes nas redes sociais.
A polícia de Humberside iniciou uma investigação e descobriu que Roberts havia forjado registros de estoque e realizado devoluções fraudulentas. Um mandado de busca revelou centenas de joias escondidas em sua residência, armazenadas em caixas sob a cama e em armários. Ao retornar de viagem, ela foi interceptada no aeroporto de Heathrow usando joias furtadas e com outros itens escondidos na bagagem.
Segundo as autoridades, foram recuperados 269 itens no valor aproximado de US$ 147 mil (cerca de R$ 808 mil) em seu quarto. No aeroporto, Roberts usava cerca de US$ 1.380 (R$ 7.500) em joias da loja e transportava outros 22 itens avaliados em quase US$ 19 mil (R$ 104 mil) em sua mala. Câmeras corporais dos policiais registraram o momento em que ela tentava, discretamente, se desfazer das peças durante a abordagem.
Durante o interrogatório, a ex-gerente alegou que parte das joias havia sido emprestada por uma ex-colega e que o restante teria sido plantado em sua bagagem. A versão foi desmentida por provas materiais e por mensagens enviadas aos antigos colegas, nas quais exibia os acessórios enquanto curtia as férias.
A detetive sargento Krista Wilkinson, responsável pelo caso, destacou o impacto emocional do crime na equipe da loja. “Ela traiu colegas que a consideravam amiga. Pensava estar acima de qualquer suspeita, mas a verdade veio à tona”, afirmou.
Em nota, a joalheria Daniella Draper agradeceu à equipe de investigação e reforçou seu compromisso com a transparência e a segurança. “Estamos aliviados por encerrar esse capítulo difícil. Continuaremos focados em oferecer produtos de qualidade, com integridade e confiança”, disse a empresa após a condenação.
