O ex-assistente próximo da ex-presidente Dilma Rousseff, Anderson Braga Dorneles, que ficou conhecido como “o menino da Dilma”, recentemente foi […]

Ex-braço direito de Dilma ganha cargo em empresa do BB e reduz em 93% dívida com o banco

O ex-assistente próximo da ex-presidente Dilma Rousseff, Anderson Braga Dorneles, que ficou conhecido como “o menino da Dilma”, recentemente foi nomeado diretor de Relações Governamentais da Cateno, uma joint venture de pagamentos entre o Banco do Brasil e a Cielo. No entanto, sua nomeação levanta questões devido a uma redução significativa em uma dívida que mantinha com o Banco do Brasil.

Dorneles, que atuou por quase seis anos no Palácio do Planalto como braço direito de Dilma Rousseff, conseguiu reduzir em 93% uma dívida que tinha com o Banco do Brasil desde 2016. O valor da dívida passou de R$ 228.732,71 para R$ 15 mil, um mês após sua nomeação na Cateno.

O ex-assistente de Dilma tentou uma carreira política em 2022, sem sucesso, mas agora assume um cargo na Cateno, empresa na qual o Banco do Brasil é sócio majoritário. A nomeação de Dorneles na empresa, que ocorreu em agosto, está sob influência do Avante, partido ao qual ele é filiado.

A dívida em questão originou-se de um empréstimo de R$ 149.148,44 feito por Dorneles em janeiro de 2016, quando ainda atuava como assistente de Dilma. O processo de cobrança se arrastou por anos, com diversas tentativas frustradas de acordo extrajudicial pelo Banco do Brasil. Em setembro de 2023, um mês após sua nomeação na Cateno, Dorneles assinou um acordo judicial que reduziu drasticamente a dívida.

O acordo estabelece o pagamento de R$ 15 mil em 10 parcelas, sendo R$ 3 mil como entrada e o restante dividido em parcelas mensais. A Ativos S.A, securitizadora de créditos do conglomerado do Banco do Brasil, comunicou à Justiça o acordo, que foi homologado em outubro, resultando no arquivamento definitivo do processo em 23 de outubro de 2023.

A coluna tentou entrar em contato com Anderson Dorneles, mas não obteve resposta até o momento. A Cateno, em nota, afirmou que as negociações são um direito do cidadão e seguem as políticas do banco credor, que, no caso, é um dos sócios da empresa empregadora de Dorneles.

A história de Dorneles, conhecido por suspeitas relacionadas a negócios no estádio Beira-Rio e citado na delação premiada da Odebrecht, agora inclui a polêmica redução da dívida após sua nomeação na Cateno, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e favorecimentos.

*Com informações: Metrópoles

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