O risco de um megaterremoto na falha de Cascadia, na costa oeste dos Estados Unidos, voltou a gerar preocupação após […]

Estudo alerta para megaterremoto na falha de Cascadia com risco de tsunami e mudanças permanentes no litoral dos EUA
O risco de um megaterremoto na falha de Cascadia, na costa oeste dos Estados Unidos, voltou a gerar preocupação após a publicação de um novo estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa indica que um tremor com magnitude superior a 9.0 na escala Richter pode atingir os estados da Califórnia, Oregon e Washington, provocando destruição imediata e transformações permanentes no relevo da região.
Segundo os cientistas, o terremoto poderia durar até cinco minutos, à medida que a placa tectônica Juan de Fuca se move sob o continente, elevando o solo e desencadeando um tsunami. Após a onda, mudanças drásticas devem ocorrer: em algumas áreas, o terreno pode afundar mais de dois metros, ampliando significativamente as zonas de inundação — áreas já vulneráveis que se tornarão ainda mais suscetíveis, especialmente com o aumento do nível do mar causado pelas mudanças climáticas.
A geocientista Tina Dura, autora principal do estudo e professora da Virginia Tech, explica que as projeções se baseiam em registros do grande terremoto que ocorreu na região em 1700. Na época, o solo cedeu repentinamente, pântanos se tornaram áreas de maré, e florestas foram destruídas pela invasão de água salgada. Restos desse fenômeno ainda estão presentes em solos costeiros e nas chamadas “florestas fantasmas”, onde árvores mortas indicam o afundamento do terreno.
Utilizando essas evidências geológicas, os pesquisadores modelaram os possíveis impactos de um novo megaterremoto, considerando também o aumento previsto do nível do mar. A análise revelou que aeroportos, estações de tratamento de esgoto, instalações industriais, subestações elétricas e até quartéis de bombeiros estão situados em áreas que podem ser severamente afetadas. Trechos estratégicos da rodovia US-101 também estão dentro das zonas de risco, o que poderia comprometer o acesso a serviços essenciais em caso de desastre.
(*) Com informações: D24AM
