O uso de tecnologias digitais dentro e fora da sala de aula vem tornando o processo de ensino e aprendizagem […]

Especialista em tecnologia da educação destaca a necessidade de escolas inovarem

O uso de tecnologias digitais dentro e fora da sala de aula vem tornando o processo de ensino e aprendizagem um grande desafio para a geração de professores que estuda e aprendeu a ensinar antes da revolução digital, explicou  em palestra no Seminário de Educação do Sinepe-AM (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas) a doutora em educação pela USP (Universidade de São Paulo) e redatora de diretrizes em tecnologias do MEC (Ministério da Educação), Luciana Allan.nnSegundo a doutora, esse é o momento para o educador se reinventar, incorporar estes recursos na rotina escolar e promover novas práticas pedagógicas.nn

Educação
Segundo Luciana Allan, esse é o momento para o educador incorporar recursos tecnológicos na rotina escolar
nnDe acordo com a especialista em tecnologia da educação, é preciso que os professores incentivem o uso de diferentes recursos tecnológicos para produção de trabalhos escolares, como vídeos, fotos, podcasts, blogs, slides, gráficos e planilhas, para que possam ser utilizados no dia a dia escolar, e inclusive, futuramente no mercado de trabalho.nn“Os alunos de hoje não veem sentido nesse modelo tradicional de escola e o professor que não conseguir se adaptar a essa nova geração e pensar fora da caixa vai acabar deixando de existir”, disse.nnLuciana destaca que os educadores precisam ensinar de forma personalizada e avaliar levando em consideração as necessidades de cada aluno, já que o conhecimento está disponível e o foco da educação não é mais a transmissão de conteúdo, mas sim o desenvolvimento de competências e habilidades.nnSaber trabalhar em equipe, interpretar textos, lidar com as emoções, ter raciocínio lógico, senso crítico e ser proativo devem ser incentivados pelos educadores. “É preciso ter uma cultura pedagógica sustentada pela inovação para incentivar que o aluno seja o centro do processo de aprendizado e o professor o mediador da construção do conhecimento”, apontou a especialista.nnDurante o evento, Luciana lançou o programa APEI-50, que visa avaliar o uso de tecnologias digitais para promover práticas educacionais inovadoras nas instituições de ensino. Gratuita, a iniciativa permite que os gestores possam diagnosticar pontos de melhoria e delinear planos de ação para elevar a qualidade da educação em suas escolas.nnPara a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, inovação, capacitação e gestão compõem o tripé das instituições de ensino que buscam oferecer um diferencial no mercado. “É preciso que a mudança aconteça e, que seja constante, não apenas de uma ou outra prática docente, mas no dia-a-dia da sala de aula, o espaço escolar, nos materiais e modos de aprender e ensinar”, avalia.nnO seminárionnO Seminário de Educação do Sinepe-AM iniciou na quarta-feira (15) com a palestra de Luciana Allan e encerrou na quinta (16). No segundo dia de evento, a médica psiquiatra Alessandra Pereira apresentou a palestra “O suicídio entre os jovens: Como enfrentar esse problema?’’. A especialista bateu um papo com os educadores participantes do evento e frisou a importância de a escola ter uma política de prevenção através de palestras e espaços onde os jovens se sintam seguros para falarem sobre seus sentimentos sem se sentirem recriminados.nn“BNCC e a Educação Financeira, o que você docente sabe sobre isso?” foi ministrada pela educadora financeira e assessora pedagógica da DSOP, Vera Lúcia Salgado. Já a psicóloga e consultora pedagógica do Laboratório Inteligência de Vida, Márcia Frederico, apresentou “Habilidades Socioemocionais na Escola”. A palestra de encerramento teve a diretora do Avalia Educacional, Isabel Farah Schwartzman, com o tema “O Novo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica”.

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