O uso de fórmulas infantis manipuladas é proibido no Brasil e representa um sério risco à saúde dos bebês, especialmente […]

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Especialista alerta sobre riscos de fórmulas infantis manipuladas

O uso de fórmulas infantis manipuladas é proibido no Brasil e representa um sério risco à saúde dos bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. O alerta é do Doutor Mário Jorge Noel, médico pediatra, com atuação em Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).

Segundo o especialista, essas fórmulas, preparadas de forma artesanal ou em farmácias de manipulação, não possuem controle adequado de osmolaridade — parâmetro fundamental para a segurança da alimentação infantil. Quando a osmolaridade está elevada, pode causar inflamação no intestino do bebê, condição conhecida como enterocolite.

Além disso, o Dr. Mário Jorge Noel chama atenção para outro fator grave: a falta de garantia de esterilidade dessas fórmulas. “Sem um controle rigoroso de produção, existe um risco real de contaminação bacteriana, o que pode levar a quadros infecciosos severos”, explica.

O uso contínuo dessas fórmulas irregulares pode evoluir para uma condição extremamente grave e potencialmente fatal, chamada enterocolite necrosante, doença que compromete seriamente o intestino do recém-nascido e exige intervenção médica imediata.

Fórmula infantil só com indicação e marcas regulamentadas

De acordo com o especialista, a fórmula infantil só deve ser utilizada quando houver indicação médica e, nesses casos, é indispensável que seja de marcas regulamentadas, aprovadas pelos órgãos de vigilância sanitária e com controle rigoroso de qualidade, composição e segurança.

“O que protege o bebê é o acompanhamento médico adequado e o uso de produtos seguros, com comprovação científica. Qualquer alternativa fora disso pode colocar a vida da criança em risco”, reforça o médico.

O alerta se torna ainda mais importante diante do aumento da busca por informações nas redes sociais e da circulação de orientações sem embasamento científico. Especialistas reforçam que nenhuma fórmula manipulada substitui, com segurança, produtos regulamentados, e que qualquer dúvida deve ser esclarecida com profissionais de saúde habilitados.

(*)Com informações: Assessoria

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