Os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio — incluindo ataques a refinarias e a definição do novo Líder Supremo […]

Escalada no Oriente Médio faz petróleo disparar e aumenta tensão no mercado global
Os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio — incluindo ataques a refinarias e a definição do novo Líder Supremo no Irã — provocaram forte impacto no mercado internacional de energia e levaram a uma disparada no preço do petróleo.
O barril do tipo Brent, que já vinha pressionado pelas tensões geopolíticas, ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez em quatro anos. Na segunda-feira, a cotação chegou a atingir US$ 120, representando um salto de quase 30% em apenas um dia.
Diferente de outras crises energéticas, o problema atual tem origem logística e não deve ser resolvido no curto prazo. Com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado, uma das principais rotas marítimas para exportação de petróleo no mundo, parte da produção da região enfrenta dificuldades para escoamento.
Diante do cenário, países produtores como Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar estão sendo obrigados a reduzir ou segurar suas produções de petróleo e gás, já que seus sistemas de armazenamento estão próximos do limite.
A situação levou os ministros do G7 a se reunirem de forma emergencial. Apesar da pressão do mercado, o grupo decidiu não liberar, neste momento, suas reservas estratégicas de petróleo — medida que poderia aumentar a oferta global e ajudar a conter os preços. A decisão foi manter esse recurso para uma possível crise ainda mais grave.
No entanto, o movimento do mercado mudou ao longo da tarde de ontem. De forma inesperada, o preço do barril recuou e chegou a cair para abaixo de US$ 90.
A mudança de tendência ocorreu após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou acreditar no fim do conflito e disse que o país poderia “fazer muito” para garantir o funcionamento do Estreito de Ormuz, o que trouxe alívio aos investidores.
Além disso, sistemas de monitoramento marítimo indicaram que alguns navios estão desligando temporariamente seus radares ao atravessar o estreito, retomando o sinal apenas depois da travessia. A estratégia, considerada arriscada, dificulta o rastreamento por parte do Irã e pode reduzir o risco de ataques.
Impactos no Brasil
A volatilidade no preço do petróleo também pode afetar diretamente o mercado brasileiro de combustíveis. Quando a cotação internacional sobe, aumenta a pressão sobre os preços praticados no país.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome, além de parte da gasolina. Caso o preço internacional permaneça elevado por muito tempo, o setor privado pode ter dificuldade em absorver a diferença entre o valor pago no exterior e o praticado internamente, o que tende a pressionar reajustes.
(*)The News
