Houve um tempo em que o mundo inteiro parecia tocar a mesma música: o ringtone da Nokia. Em 2009, ele […]

Da era do ringtone à infraestrutura digital: a reinvenção da Nokia
Houve um tempo em que o mundo inteiro parecia tocar a mesma música: o ringtone da Nokia. Em 2009, ele era ouvido cerca de 1,8 bilhão de vezes por dia, um símbolo da liderança absoluta da empresa no mercado de celulares.
No início dos anos 2000, a Nokia detinha 26% do mercado global, alcançava um valor de mercado de € 286 bilhões e respondia por aproximadamente 4% do PIB da Finlândia. Ícone desse período, o modelo 3310 — o famoso “tijolão” — vendeu 126 milhões de unidades e eternizou o jogo Snake na memória de uma geração.
Em 2007, porém, a trajetória mudou de rumo. A empresa subestimou a importância dos smartphones e, sobretudo, do software, justamente no momento em que a Apple lançava o iPhone. A decisão precipitou uma queda acentuada da Nokia no setor de telefonia móvel.
A história, no entanto, não terminou ali. Nos últimos anos, a companhia passou por uma reinvenção silenciosa, abandonando o foco em celulares e direcionando investimentos para infraestrutura digital. O novo portfólio inclui redes ópticas, data centers, serviços em nuvem e telecomunicações de alta performance.
Hoje, a Nokia atua como fornecedora de infraestrutura crítica, viabilizando a comunicação entre data centers e o funcionamento de serviços em nuvem em escala global.
O ponto alto dessa nova fase ocorreu em outubro, com um investimento de US$ 1 bilhão da Nvidia, que impulsionou as ações da empresa em cerca de 25%.
Atualmente, a Nokia é avaliada em € 32 bilhões — um valor distante do auge vivido no passado, mas que sinaliza fôlego e sobrevivência para uma das marcas mais emblemáticas da tecnologia no início do século.
(*)Fonte: The News
