O corpo da menina Eduarda Herrera de Mello, a ‘Duda’, de apenas nove anos, foi encontrado às margens da RS-118 […]
Corpo de criança desaparecida é encontrado às margens da RS-118, em Porto Alegre
O corpo da menina Eduarda Herrera de Mello, a ‘Duda’, de apenas nove anos, foi encontrado às margens da RS-118 nessa segunda-feira (22), um dia depois de ter desaparecido no bairro Rubem Berta, zona norte da capital gaúcha. A mãe da vítima, Kendra Camboim Herrera, 31, que trabalha como atendente em um posto de combustíveis, contou à polícia que, minutos antes do desaparecimento, a criança estava acompanhada do irmão e de uma vizinha, ambos de seis anos.
Segundo Kendra, que acompanhava os filhos de perto, a luz da residência onde a família mora estava falhando. Então, a mulher resolveu chamar um eletricista, que chegou pouco tempo depois no local. Ainda conforme a mulher, ela entrou na casa e deixou Duda brincando sozinha por alguns minutos. “Só entrei para mostrar as tomadas. Foram sete minutos. O eletricista saiu e fiquei procurando ela”, lembrou.
Depois de perceber que a filha havia desaparecido, Kendra foi até um bar onde a menina costumava comprar guloseimas, mas não obteve nenhum sinal da menina. Em seguida, a mulher perguntou de uma criança, amiguinha de Eduarda, se ela tinha visto a garota passar por ali.
A menina contou que Duda e o irmão haviam sido abordados por um homem, que dirigia um carro escuro. A vizinha tinha deixado o local para buscar tintas para uma nova brincadeira. Quando voltou, ela avistou Duda sendo puxada para dentro do carro. Segundo relato do irmão à família, o homem teria os convidado para comprar casacos.
Conforme um tio da criança, o veículo estaria rondando pela região. Investigadores buscam imagens para tentar identificar as placas. Uma casa que fica na diagonal do local onde a menina foi abordada têm 16 câmeras de segurança que estavam em funcionamento, mas não gravaram o momento em que Eduarda foi raptada.
Corpo encontrado
A mãe chamou a polícia, que fez buscas durante a madrugada. No começo da manhã de segunda-feira (22), praticamente sem dormir, Kendra ficou sabendo que o corpo de uma menina havia sido encontrado às margens da RS-118, em Alvorada.

“Quando vim, não me deixaram entrar. Depois, passei. Vi a calça que ela estava usando para brincar. Minha filha era maravilhosa. Não tenho outra palavra para falar dela”, lamentou Kendra.
A cerca de 500 metros do local onde o corpo de Eduarda foi encontrado, foi localizado um outro cadáver, ainda não identificado.
“Aluna excelente”, afirma professora
Duda estudava a 15 minutos de casa, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Lídia Moschetti, onde cursava o 3º ano. A professora, Nilce Chrusciel, conta que ela era excelente estudante — em desempenho e comportamento.
“Se relacionava bem com os colegas. Era uma criança doce, meiga, não causava problemas”, afirmou a professora, que complementou dizendo que as aulas da turma foram suspensas na segunda-feira por conta da morte de Duda.
Segundo Alessandra Pajares, vizinha da família, eles se mudaram há seis meses. Uma tia-avó da criança contou que a família residia antes na Rua Guilherme Alves, no Petrópolis. Apesar do pouco tempo, Eduarda já havia conquistado a amizade da filha de Alessandra, que virou testemunha do crime.
“Ela estava sempre alegre, sempre feliz. Minha filha sempre falava: quero brincar com a Duda”, contou Alessandra, que tem três filhos e, após o caso, teme pela segurança deles. “Podia ter sido minha filha. Aqui na vizinhança passaram a semana toda comentando de sumiço de criança e acontece isso”, observou a mulher.
Enquanto aguardavam uma resposta da polícia às margens da rodovia, a família ganhou reforço. O pai da criança, Robson Gomes de Mello, que cumpre pena no regime semiaberto no Instituto Penal de Charqueadas, conseguiu liberação e foi até o local. O homem tem antecedentes por quatro crimes.
Fonte: Portal GZH
