No universo corporativo, uma tendência inusitada está ganhando força: altos executivos estão abandonando temporariamente suas salas de reunião e planejamentos […]

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CEOs trocam escritórios por retiros com psicodélicos

No universo corporativo, uma tendência inusitada está ganhando força: altos executivos estão abandonando temporariamente suas salas de reunião e planejamentos estratégicos para embarcar em retiros espirituais que incluem experiências com substâncias psicodélicas, como os famosos cogumelos mágicos e a ayahuasca.

Resorts de luxo no Peru e na Costa Rica têm se tornado destinos favoritos para esses “retiros visionários”, atraindo C-Levels de todo o mundo. Porém, um cenário se destaca: a Floresta Amazônica. Reconhecida por sua conexão com práticas ancestrais, a região virou hotspot para quem busca autodescoberta por meio da ayahuasca, planta nativa conhecida por seus efeitos alucinógenos e rituais profundos.

O apelo dos psicodélicos no mundo corporativo

Nos Estados Unidos, a aceitação de terapias psicodélicas vem crescendo, e 17% dos empregadores já oferecem esses benefícios aos seus funcionários. Mas o que leva um CEO a trocar o conforto do escritório pelo desconhecido de uma “viagem espiritual”?

Participantes desses retiros afirmam que os efeitos alucinógenos proporcionam clareza mental, criatividade e insights que ajudam a enfrentar os desafios de suas empresas. Outros, menos pragmáticos, dizem que o objetivo é se reconectar consigo mesmos em um nível profundo.

Psicólogos explicam que o composto ativo dos cogumelos mágicos, a psilocibina, desorganiza temporariamente as conexões neurais relacionadas ao senso de espaço, tempo e identidade, promovendo uma experiência única de autopercepção e conexão com o mundo.

Efeitos permanentes ou “sem volta”?

Por mais promissor que pareça, a jornada psicodélica pode ter implicações profundas. Um estudo da Johns Hopkins revelou que a psilocibina foi suficiente para causar mudanças permanentes de personalidade em 60% dos 51 voluntários participantes da pesquisa. Entre as transformações relatadas, estão maior abertura a novas experiências, empatia e criatividade.

Embora muitas empresas enxerguem potencial nesses retiros, fica a pergunta: será que o seu chefe está preparado para uma jornada sem volta?

Uma tendência global com raízes locais

A busca por conexão espiritual e expansão mental é uma prática antiga, mas a sua entrada no mundo dos negócios marca um novo capítulo. A Floresta Amazônica, com sua rica cultura e biodiversidade, se destaca como um dos destinos mais cobiçados, mostrando que a Amazônia continua a inspirar — seja por sua natureza exuberante, seja por suas tradições milenares.

Se essa tendência é o futuro do alto escalão corporativo ou apenas uma moda passageira, só o tempo dirá. Por enquanto, CEOs ao redor do mundo seguem embarcando em jornadas onde o limite entre razão e emoção se dissolve — ao som de tambores, cânticos e sob o olhar atento da selva.

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