Dois episódios registrados na última semana nos Estados Unidos reacenderam o debate sobre privacidade e o uso de câmeras de […]

Fonte: AppleMagazine

Casos nos EUA reacendem debate sobre privacidade em câmeras da Google e Amazon

Dois episódios registrados na última semana nos Estados Unidos reacenderam o debate sobre privacidade e o uso de câmeras de segurança equipadas com tecnologias avançadas.

O primeiro caso envolve o sequestro de Nancy Guthrie, mãe de uma conhecida apresentadora de televisão norte-americana. Durante a investigação, o FBI divulgou imagens captadas por uma câmera de segurança Nest, da Google, instalada na residência da vítima. O que chamou a atenção é que o equipamento havia sido desconectado no momento do crime e não possuía serviço de armazenamento em nuvem ativo.

Em outro episódio, a Ring, empresa de câmeras de segurança pertencente à Amazon, exibiu um comercial durante o Super Bowl mostrando o uso de inteligência artificial para monitorar a vizinhança em busca de um cachorro perdido. Embora a propaganda tenha sido bem recebida pelo público, também gerou questionamentos sobre os limites da vigilância e o respeito à privacidade.

Os dois casos intensificaram a discussão sobre o acesso das empresas às imagens captadas por dispositivos instalados em ambientes privados. Esses equipamentos são projetados para garantir a segurança residencial, mas o fato de as imagens poderem ser acessadas ou recuperadas levanta dúvidas sobre o controle real dos usuários sobre seus próprios dados.

No caso investigado pelo FBI, especialistas apontam que a recuperação das imagens pode ter ocorrido porque, mesmo sem armazenamento em nuvem ativo, os dados captados por esses dispositivos podem ser enviados a servidores da própria empresa, onde podem permanecer armazenados mesmo após a exclusão pelo usuário.

(*)The News

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