São Paulo – Um casal que lidera um grupo religioso ligado ao Santo Daime é investigado por suspeita de abuso […]

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Casal que lidera grupo do Santo Daime é investigado por abuso de menores em SP

São Paulo – Um casal que lidera um grupo religioso ligado ao Santo Daime é investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças e adolescentes em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, a cerca de 140 quilômetros da capital.

As denúncias foram feitas por vítimas que, na época, tinham entre 12 e 17 anos. Uma das mulheres afirma que sofreu abusos sexuais ainda na infância durante atividades ligadas ao grupo religioso.

“Quando eu cheguei lá, eu era uma criança, tinha 12 anos. Comecei a frequentar a casa do Walter e da Ana e a igreja, que ficava ao lado. Foi nesse local que aconteceram os abusos”, relatou.

Outras possíveis vítimas também foram localizadas na cidade, mas preferiram não se identificar por medo. Segundo os relatos, o líder religioso teria contado com a ajuda da esposa nas situações denunciadas.

Quem são os investigados

O principal investigado é Walter Dias Junior, de 71 anos, líder da igreja Céu do Vale. Formado em Ciências Sociais, ele atua como pesquisador universitário e já trabalhou como professor em instituições de ensino no Vale do Paraíba.

Desde o ano 2000, Walter e a esposa, Ana Maria Vieira, estão à frente da igreja. A instituição é vinculada à Iceflu (Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal), rede de igrejas do Santo Daime que utiliza o chá de ayahuasca em seus rituais religiosos.

De acordo com as denúncias, a bebida com propriedades psicoativas seria distribuída durante os cultos não apenas para adultos, mas também para crianças e adolescentes.

Investigações

Até o momento, o casal é investigado pelo suposto abuso psicológico contra sete pessoas. Entre as vítimas está o próprio neto dos investigados, que passou parte da infância sob a guarda dos avós.

Segundo relatos, durante o período em que morou com eles, o jovem teria presenciado episódios de abuso dentro da igreja Céu do Vale. A mãe afirma que só tomou conhecimento das denúncias recentemente.

Defesa

Walter Dias Junior e Ana Maria Vieira afirmaram desconhecer o teor das denúncias e dizem não ter sido informados sobre a existência de inquérito ou medida protetiva relacionada ao caso.

O casal também declarou que nunca recebeu intimação ou ofício oficial para prestar esclarecimentos e, por isso, não tem como se manifestar sobre as acusações.

Em mensagens enviadas a integrantes da igreja Céu do Vale, Walter informou que decidiu se afastar da liderança da instituição até que as denúncias sejam apuradas.

(*)Fonte: R7

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