Manaus – Os Bancos de Leite Humano (BLH) das maternidades Ana Braga, Azilda da Silva Marreiro e Balbina Mestrinho, vinculadas […]

Fotos: Francisco Mourão / SES-AM

Bancos de Leite Humano enfrentam baixa nos estoques e reforçam pedido por doações

Manaus – Os Bancos de Leite Humano (BLH) das maternidades Ana Braga, Azilda da Silva Marreiro e Balbina Mestrinho, vinculadas à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), reforçaram o apelo por doações de leite materno diante da redução nos estoques. O leite coletado é destinado ao atendimento de recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (Utins).

Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a doação é essencial para salvar vidas e fortalecer a rede de atenção materno-infantil. Ela destaca que mães com produção excedente de leite podem contribuir diretamente para a recuperação de bebês prematuros, garantindo um alimento seguro e fundamental para o desenvolvimento infantil.

De acordo com a coordenadora do BLH da Maternidade Ana Braga, Daíse Reis da Cunha, o processo de doação é simples, seguro e tem impacto direto na evolução clínica dos recém-nascidos internados. Segundo ela, cada doação representa mais chances de sobrevivência e recuperação mais rápida para os bebês atendidos pela rede.

A Maternidade Ana Braga concentra tanto o maior volume de doações quanto a maior demanda. A unidade atende, em média, cerca de 500 bebês prematuros por mês que dependem do leite humano doado. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, foram arrecadados 702 litros de leite, sendo quase metade proveniente do banco de leite da maternidade.

As mães interessadas em doar podem entrar em contato diretamente com os Bancos de Leite Humano pelos telefones: Maternidade Azilda Marreiro – (92) 99170-5783; Maternidade Ana Braga – (92) 99444-4946; e BLH Fesinha Anzoategui, da Maternidade Balbina Mestrinho – (92) 99336-6060.

A coleta do leite é realizada de forma domiciliar. Após o cadastro, as doadoras recebem orientações sobre a extração e o uso do recipiente adequado, e uma equipe do BLH faz a coleta semanalmente na residência. O leite passa por processo de pasteurização, garantindo a eliminação de bactérias e vírus, antes de ser armazenado e distribuído aos recém-nascidos internados.

Para se tornar doadora, a mulher precisa estar em boas condições de saúde e ter produção excedente de leite. Quem participa do programa relata que o processo é simples e gratificante. A doadora Laís Lopes, vinculada ao Banco de Leite da Maternidade Ana Braga, afirma que doar se tornou um gesto de realização pessoal ao saber que seu leite ajuda outros bebês a sobreviver.

O Amazonas possui a maior rede de Bancos de Leite Humano da região Norte, com 26 postos de coleta distribuídos entre a capital e o interior, conforme dados da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (RBLH), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As unidades da SES-AM atendem bebês prematuros de hospitais públicos e privados em todo o estado.

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