Por Moisés Lopes Iranduba sempre foi reconhecida por sua força cultural, por sua gente trabalhadora e por uma natureza que […]

Aterro ou lixão, no Iranduba não!
Por Moisés Lopes
Iranduba sempre foi reconhecida por sua força cultural, por sua gente trabalhadora e por uma natureza que parece abraçar quem chega. Somos um município que floresce às margens do Rio Negro, sustentado pela agricultura familiar, pelo turismo e pela vida comunitária que faz parte de nossa identidade. Por isso, quando surgiu a notícia da tentativa de instalar um aterro sanitário em nosso território, a reação não poderia ser outra: indignação e resistência.
O prefeito Augusto Ferraz foi firme desde o início. Não aceitou, não aceita e não aceitará que Iranduba seja vista como depósito de lixo de ninguém. E essa postura não é apenas administrativa — é um ato de respeito com nossa história e nossa gente. Nas reuniões com comunidades, líderes religiosos, professores, agricultores e representantes culturais, ouvimos relatos emocionados de quem teme perder o que tem de mais precioso: sua água, sua terra, seu sustento.
O que se tenta impor ao nosso município não é só um projeto, mas uma ameaça ao modo de vida de mais de 1.600 famílias que tiram da terra o alimento que abastece grande parte da região. É uma ameaça ao turismo que cresce, às praias que recebem visitantes, às nossas tradições, ao nosso futuro. Um aterro desse porte não combina com Iranduba — nem socialmente, nem ambientalmente, nem culturalmente.
Infelizmente, nesse debate, temos visto também ataques injustos à gestão municipal, feitos por alguns veículos de comunicação de Manaus. Em vez de compreenderem que defendemos nossa casa, tentam transformar uma luta legítima em disputa política. Mas o povo de Iranduba sabe a verdade: essa luta não é contra A ou B, é em defesa de todos nós.
Nós, que vivemos aqui, conhecemos o valor do que temos. Sabemos que um aterro pode destruir nascentes, contaminar o solo, afastar turistas e prejudicar famílias inteiras. Como costumo dizer: um lixão não atinge só o meio ambiente; ele atinge a autoestima de um povo.
Por isso reafirmo: Aterro ou lixão, no Iranduba não!
E digo isso não como secretário apenas, mas como cidadão. Como alguém que acredita que defender a cultura de um lugar é defender também sua terra, sua água e o direito de viver bem.
O prefeito Augusto Ferraz tem sido a voz firme dessa resistência. E nós, da Cultura, caminhamos juntos, porque proteger o meio ambiente é também proteger a identidade de Iranduba.
Nossa luta continua — e continuará enquanto houver qualquer risco à nossa gente. Porque Iranduba não é destino de lixo. Iranduba é destino de vida.

*Moisés Lopes é Bacharel em Direito e Secretário Municipal de Cultura de Iranduba
**Os textos (artigos, crônicas) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião da Div Agência de Comunicação – Portal do Minuto.
