Estados Unidos – Um relatório investigativo da BBC revelou o crescente uso de armas de fogo impressas em 3D por […]

Armas 3D viram ameaça global: tecnologia acessível preocupa autoridades e facilita tráfico ilegal
Estados Unidos – Um relatório investigativo da BBC revelou o crescente uso de armas de fogo impressas em 3D por criminosos e extremistas em todo o mundo. Conhecidas como armas “fantasmas” por serem não rastreáveis, elas já apareceram em crimes reais, como o assassinato do executivo Brian Thompson, da United Healthcare, nos EUA.
Com moldes disponíveis online e fácil montagem com materiais simples, essas armas vêm sendo divulgadas em redes sociais como Telegram, Facebook e Instagram, violando as políticas das plataformas. Investigações apontaram que grupos vendem essas armas por meio de canais digitais e prometem entregas até para países onde o comércio é proibido, como o Reino Unido.
Além do tráfico, preocupa a possibilidade de qualquer pessoa fabricar armas letais em casa. Modelos como a carabina FGC-9 são feitos com plástico impresso e peças metálicas comuns, sem necessidade de componentes de armas convencionais. Defensores do porte de armas, como o advogado Matthew Larosiere, afirmam que os moldes são “apenas informação”, mesmo diante dos riscos de uso em massacres.
Apesar do uso limitado em conflitos reais — como no caso de Mianmar — especialistas alertam para o avanço da tecnologia e a facilidade de acesso, tornando essas armas uma ameaça cada vez mais presente. Países discutem leis para proibir os moldes e pressionam fabricantes de impressoras 3D a bloquearem impressões de peças de armamento. A eficácia dessas medidas, no entanto, ainda é incerta.
(*) Com colaboração de Hnin Mo, do Serviço Birmanês da BBC.
