Uma mulher de 50 anos foi condenada a oito anos e meio de prisão nos Estados Unidos por liderar um […]

Americana é presa por ajudar norte-coreanos a fraudar empregos em empresas dos EUA
Uma mulher de 50 anos foi condenada a oito anos e meio de prisão nos Estados Unidos por liderar um esquema que permitiu que norte-coreanos conseguissem empregos remotos em mais de 300 empresas americanas, mesmo sendo proibidos de trabalhar no país. Christina Marie Chapman, ex-garçonete e massagista, roubou identidades de pelo menos 68 cidadãos dos EUA para sustentar a operação.
Segundo o Departamento de Justiça, o esquema movimentou mais de US$ 17 milhões (cerca de R$ 94 milhões) e envolveu companhias de peso, como a Nike, uma emissora de TV e uma empresa de tecnologia do Vale do Silício. Christina enviava laptops para cidades chinesas próximas à Coreia do Norte, dando a falsa impressão de que os trabalhadores estavam em solo americano.
Durante uma busca em 2023, mais de 90 laptops foram encontrados em sua residência no Arizona, onde ela operava a chamada “fazenda de laptops” — como são conhecidas as casas usadas para rodar diversos dispositivos ao mesmo tempo com fins ilícitos. Outras 29 “fazendas” semelhantes foram identificadas pelas autoridades.
De acordo com o governo dos EUA, os envolvidos norte-coreanos tinham ligações com o Departamento da Indústria de Munições da Coreia do Norte, que financia programas militares e nucleares do regime.
— A Coreia do Norte não é apenas uma ameaça estrangeira, mas uma ameaça interna que atinge cidadãos, empresas e bancos americanos — afirmou a procuradora-geral Jeanine Pirro.
Christina se declarou culpada em fevereiro por fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. Foi presa em maio de 2024, junto com três cúmplices norte-coreanos. Ela deverá devolver cerca de US$ 460 mil obtidos com o esquema.
(*) Com informações: D24Am
