O agronegócio voltou a ser o principal pilar da economia brasileira no comércio exterior. As exportações do setor atingiram um […]

Imagem: Ueslei Marcelino | Reuters

Agro salva a balança comercial e impede rombo maior nas contas do Brasil

O agronegócio voltou a ser o principal pilar da economia brasileira no comércio exterior. As exportações do setor atingiram um recorde de US$ 169 bilhões, registrando crescimento de 3% em relação ao período anterior e garantindo quase metade de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior, com participação de 48,5% no total exportado.

A China manteve-se como o maior parceiro comercial do agro brasileiro, sendo responsável por cerca de um terço das exportações do setor, reforçando a dependência do mercado chinês para o desempenho externo do país.

O resultado expressivo foi impulsionado por uma combinação de fatores. A safra agrícola recorde, que alcançou 352,2 milhões de toneladas, deu força às exportações, enquanto a pecuária também apresentou desempenho histórico, com aumento significativo na produção de carne bovina, frango e carne suína.

A soja continuou como principal produto da pauta exportadora. Apenas o grão gerou US$ 43,5 bilhões, com embarque recorde de 108,2 milhões de toneladas. Já a carne bovina, mesmo diante de restrições e tarifas impostas pelos Estados Unidos, também bateu recorde, com 3,1 milhões de toneladas exportadas, alta de 21,4%, que renderam US$ 16,6 bilhões.

No balanço geral, o agronegócio foi decisivo para manter o Brasil com saldo positivo no comércio exterior, compensando déficits de outros setores e sustentando um superávit comercial de US$ 68,3 bilhões. Apesar do resultado positivo, o saldo representou uma queda de quase 8% em comparação com o ano anterior e foi o menor superávit registrado nos últimos três anos.

Atualmente, o agronegócio brasileiro produz alimentos em volume suficiente para abastecer quase 1 bilhão de pessoas, consolidando o país como uma das maiores potências agroexportadoras do mundo.

(*)Fonte: The News

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