O governo do presidente Donald Trump avalia a possibilidade de participação acionária do Estado americano em empresas de inteligência artificial, […]

(Imagem: Jim Watson | AFP | Getty Images)

EUA avaliam participação estatal na OpenAI em meio a planos de IPO

O governo do presidente Donald Trump avalia a possibilidade de participação acionária do Estado americano em empresas de inteligência artificial, incluindo a OpenAI, criadora do ChatGPT, atualmente avaliada em cerca de US$ 850 bilhões.

A proposta foi confirmada pelo próprio presidente, que defende a ideia de que o “povo americano” se torne parceiro das companhias de tecnologia. A medida está alinhada aos planos do CEO da OpenAI, Sam Altman, que propõe a criação de um Fundo de Riqueza Pública para distribuir parte dos lucros da inteligência artificial diretamente à população.

Segundo informações, a iniciativa em discussão prevê que empresas do setor destinem entre 1% e 5% de suas ações a um fundo soberano dos Estados Unidos. Com isso, o governo passaria a ter participação nos dividendos gerados por essas companhias.

No Congresso, a discussão ganha outros contornos. O senador Bernie Sanders defende uma proposta mais ampla, sugerindo que empresas de tecnologia cedam até 50% de suas ações ao fundo soberano, o que também garantiria ao governo participação nos conselhos administrativos.

O debate ocorre em paralelo ao avanço da OpenAI rumo ao mercado financeiro. A empresa informou recentemente que deu o primeiro passo formal para protocolar seu pedido de Oferta Pública Inicial (IPO), aumentando as expectativas em torno de sua abertura de capital.

Enquanto isso, Sam Altman acelera a estratégia de transformar o ChatGPT em um superaplicativo corporativo. O foco está no desenvolvimento de ferramentas de programação e agentes autônomos de inteligência artificial capazes de executar tarefas complexas, deixando em segundo plano funcionalidades como compras internas e geração de vídeos.

A movimentação política e econômica em torno da OpenAI e de outras empresas do setor reflete o peso crescente da inteligência artificial no cenário global, com impactos diretos na economia, na regulação e na disputa por protagonismo tecnológico.

(*)Baseado em informações de The News

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