Os Estados Unidos apresentaram uma proposta para aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos importados de cerca de 60 países, entre […]

EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Os Estados Unidos apresentaram uma proposta para aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos importados de cerca de 60 países, entre eles o Brasil. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e ainda está em fase de consulta pública.
Segundo o governo norte-americano, as tarifas adicionais podem variar entre 10% e 12,5%, dependendo do país e do tipo de produto. No caso brasileiro, a taxa pode alcançar o teto dessa faixa. A proposta também se soma a outras investigações em andamento que analisam a possibilidade de tarifas ainda mais elevadas sobre itens específicos.
De acordo com autoridades dos EUA, a iniciativa tem como base preocupações com práticas consideradas desleais no comércio internacional. Entre os principais pontos levantados estão falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas e políticas que, na visão americana, prejudicam a competitividade das empresas do país.
O governo afirma que essas condições criam uma concorrência desigual para trabalhadores e indústrias norte-americanas, justificando a adoção de medidas comerciais mais rígidas.
A proposta ainda não entrou em vigor. O USTR abriu um período de consulta pública para receber contribuições de empresas, especialistas e governos estrangeiros. Também estão previstas audiências para discutir os possíveis impactos das tarifas antes de uma decisão final.
Caso sejam implementadas, as tarifas podem atingir uma ampla gama de produtos importados. No entanto, alguns itens estratégicos devem ficar de fora, como energia, determinados minerais, produtos farmacêuticos e parte do setor alimentício.
Especialistas avaliam que a medida pode afetar exportações brasileiras e aumentar tensões comerciais entre os dois países, especialmente em setores industriais.
O Brasil está entre os países potencialmente mais impactados pela proposta. Historicamente, o governo brasileiro contesta esse tipo de medida unilateral e defende que ações dessa natureza devem seguir regras multilaterais do comércio internacional.
A iniciativa ocorre em meio a negociações mais amplas entre Brasil e Estados Unidos sobre barreiras comerciais, indicando um cenário de possível endurecimento nas relações econômicas bilaterais.
