O advogado Matheus Menezes Matos, que tem nanismo e concorre a uma vaga de delegado da Polícia Civil de Minas […]

Candidato com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado e recorre à Justiça
O advogado Matheus Menezes Matos, que tem nanismo e concorre a uma vaga de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, foi considerado inapto em mais uma fase do concurso após exames biofísicos e biomédicos. Apesar da reprovação, ele continua no certame por força de decisão judicial provisória e recorre do resultado.
O resultado preliminar foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas em 15 de maio, com base em avaliações realizadas no dia 26 de abril. Os candidatos puderam apresentar recursos entre os dias 18 e 20 de maio, e o resultado definitivo ainda não foi publicado.
Formado em Direito, Matheus busca o cargo de delegado e já foi aprovado nas demais etapas do concurso, exceto no Teste de Aptidão Física (TAF). O caso ganhou repercussão nacional após sua reprovação nessa fase, ao ser submetido aos mesmos critérios aplicados aos demais candidatos.
O Supremo Tribunal Federal determinou que a banca ofereça adaptação razoável no TAF e realize um novo exame para o candidato. Matheus havia solicitado a adaptação dentro do prazo, mas, no dia da prova, não conseguiu atingir o salto de 1,65 metro previsto no edital e foi eliminado.
Na ocasião, ele afirmou que outros candidatos com deficiência também foram prejudicados na mesma etapa. Em 17 de março, o ministro Alexandre de Moraes determinou a reaplicação do teste.
Desde então, o candidato tem compartilhado nas redes sociais sua preparação para a nova avaliação.
(*)Baseado em informações de Metrópoles
