Uma obra de uma faculdade particular na rua Ametista, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus, foi […]

Obra de faculdade é embargada após risco de desmoronamento em Manaus
Uma obra de uma faculdade particular na rua Ametista, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus, foi embargada nesta terça-feira (19) após a identificação de risco iminente de novos desmoronamentos que podem atingir a via pública. A ação contou com equipes do Implurb, Defesa Civil, Seminf e IMMU, após vistoria inicial realizada no dia anterior.
O embargo foi motivado pelo avanço de uma erosão causada pelo desbarrancamento de um talude na área da construção, agravado pelas fortes chuvas recentes. Parte do terreno cedeu em direção à rua, comprometendo a segurança de pedestres, motoristas e moradores da região.
Segundo o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, embora a obra tenha licença, o muro de arrimo previsto no projeto não foi executado conforme aprovado. Diante disso, a fiscalização apontou a necessidade urgente de reconstrução da contenção, o que levou à paralisação imediata com base no Código de Obras do município.
A Defesa Civil informou que acompanha a área desde fevereiro e classificou o local como de risco iminente. Técnicos identificaram um talude com inclinação próxima de 90 graus, além de fissuras na via pública, indicando movimentação do solo. A combinação entre corte acentuado do terreno, ausência de contenção e impacto das chuvas contribuiu para o cenário de instabilidade.
O secretário da Defesa Civil, Lima Júnior, alertou que mesmo com a redução do período chuvoso, novas chuvas podem ocorrer e agravar a situação. O foco das equipes é evitar acidentes e preservar vidas, com atuação integrada dos órgãos municipais.
A obra também enfrenta pendências no projeto de drenagem, exigido pela legislação municipal para empreendimentos de maior porte. De acordo com a Seminf, o processo ainda não foi aprovado por falta de documentação e necessidade de ajustes técnicos.
Com o embargo, a empresa responsável deverá apresentar um plano emergencial para estabilizar o terreno e conter a erosão. Somente após a adoção das medidas e garantia de segurança será possível avaliar a retomada das atividades.
Moradores e comerciantes da área relatam preocupação com o risco, destacando a redução do fluxo de pessoas e impactos na rotina local. A região concentra estabelecimentos comerciais e serviços, incluindo atendimento a crianças, o que ampliava a sensação de insegurança.
(*)Baseado em informações de Semcom
