Preocupado com a estagnação da popularidade e o avanço da oposição nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva […]

(Imagem: Wilson Junior | Estadão)

Lula pressiona equipe e lança pacote para tentar recuperar popularidade

Preocupado com a estagnação da popularidade e o avanço da oposição nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em “modo cobrança” e passou a exigir mais resultados de sua equipe. A avaliação do Palácio do Planalto é de que indicadores positivos da economia, como o crescimento do PIB e a queda do desemprego, não estão sendo percebidos pela população, ainda impactada pelo alto nível de endividamento.

Diante desse cenário, o governo prepara um conjunto de medidas para reduzir custos no curto prazo e tentar reverter o desgaste político. Entre as ações estão a manutenção e ampliação de programas sociais, como Bolsa Família, Farmácia Popular e Gás do Povo, além da liberação do FGTS como garantia para crédito consignado privado, prevista para 2025.

Também estão no radar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, ambas previstas para 2026. Soma-se a isso o acordo com estados para subsidiar o diesel e conter a alta dos combustíveis e alimentos, além de propostas em discussão para reduzir juros do cartão de crédito e liberar R$ 7 bilhões às distribuidoras de energia, com o objetivo de evitar aumento nas contas de luz.

Ao todo, o governo deve destinar mais de R$ 400 bilhões aos programas sociais. A estratégia segue um padrão já adotado em gestões anteriores, como as de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, que recorreram a medidas semelhantes em períodos pré-eleitorais. Em um cenário polarizado e com alta rejeição, Lula busca transformar ações econômicas em ganhos eleitorais a cerca de seis meses da votação.

(*) Texto produzido com base em informações Públicas.

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