São Paulo – O estudante Luis Henrique Etechebere Bessa, de 18 anos, decidiu acionar a Justiça após receber nota zero […]

Foto: Reprodução

Redação com linguagem rebuscada rende nota zero e vira caso na Justiça

São Paulo – O estudante Luis Henrique Etechebere Bessa, de 18 anos, decidiu acionar a Justiça após receber nota zero na redação da segunda fase da Fuvest e ser eliminado do processo seletivo para o curso de Direito da Universidade de São Paulo, na última quinta-feira (27).

O candidato afirma que busca uma justificativa formal da banca avaliadora. Segundo ele, a resposta recebida foi genérica e não esclareceu os critérios da correção. “Recebi um e-mail genérico quando perguntei o motivo da eliminação. Juntamente com minha mãe, que é advogada, entrei com mandado de segurança. Ainda aguardo uma resposta do reitor da USP. Só queria entender minha nota”, declarou ao g1.

A redação apresentada pelo estudante chamou atenção pelo uso de vocabulário incomum e construções complexas. Em um dos trechos, ele escreve: “Perpassa em altivez, pela procela, a grandiloquência condoreira, em cuja máxima aforismática revela a tétrica languidez do sofrer recôndito.”

De acordo com a organização do vestibular, o texto não atendeu à proposta temática, que abordava o perdão, o que comprometeu a avaliação. Em nota, a instituição informou que não há indícios suficientes de compreensão do tema nem de desenvolvimento adequado, o que prejudicou a pertinência das ideias e a progressão textual.

A banca também destacou que a correção passou por múltiplas análises independentes e que não há possibilidade de revisão da nota nesse caso.

Professores consultados apontaram que o uso excessivo de termos eruditos comprometeu a clareza e a estrutura argumentativa. Trechos com referências teóricas e linguagem sofisticada dificultaram a compreensão, prejudicando a construção de uma tese objetiva e alinhada ao tema proposto.

Segundo os especialistas, a priorização de conceitos complexos e vocabulário rebuscado, em detrimento da clareza e da coerência, foi determinante para a atribuição da nota zero.

(*) Baseado em reportagem de G1

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