Manaus – A 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou três réus envolvidos no massacre ocorrido […]

(Foto: Raphael Alves/TJAM)

Trio é condenado a mais de 360 anos por massacre na antiga Cadeia Raimundo Vidal Pessoa

Manaus – A 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou três réus envolvidos no massacre ocorrido na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em janeiro de 2017. O julgamento começou no dia 23 e foi concluído em 27 de fevereiro, resultando em penas que, somadas, ultrapassam 360 anos de prisão.

Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, foi condenado a 282 anos de reclusão. Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, recebeu pena de 36 anos, enquanto Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria”, foi sentenciado a 50 anos. Os três já estão presos e iniciarão a execução provisória das penas após a publicação da sentença, da qual ainda cabe recurso.

O Conselho de Sentença reconheceu a participação dos acusados nas tentativas de homicídio contra Márcio Pessoa da Silva, Anderson Gustavo Ferreira da Silva, Omar Melo Filho, Leandro da Silva Araújo, Bruno Queiroz Ribeiro e Fabiano Pereira da Silva, além dos homicídios qualificados de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho.

Durante o julgamento, os três foram apresentados em plenário. Janderson e Jones optaram por prestar depoimento. Ronildo exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. A sessão foi presidida pelo juiz Fábio Olintho de Souza, titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, com atuação dos promotores Clarissa Moraes Brito e Thiago de Melo Roberto Freire na acusação, representando o Ministério Público do Estado do Amazonas.

O julgamento integra a Ação Penal nº 0211549-42.2017.8.04.0001 e foi o segundo desdobramento do caso levado a júri. Em julho do ano passado, João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues já havia sido condenado a 168 anos de prisão pelo mesmo episódio.

Outros réus ainda serão julgados. Entre os dias 4 e 8 de maio, devem ir a júri Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa (“LH”), Herrison Ilemy da Silva Lobato (“Jow Jow”) e Ailton Santos da Silva (“Major”). Já entre 29 de junho e 3 de julho de 2026, está previsto o julgamento de Laerte Maciel Lopes Júnior (“Catatau”), Eduardo Sousa Ferreira (“Fantasma”) e Fábio dos Santos Taveira (“Fabinho”).

De acordo com o Ministério Público, a rebelião na Vidal Pessoa foi uma retaliação à chacina registrada dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), quando cerca de 56 detentos foram mortos. Na antiga cadeia do Centro de Manaus, os crimes ocorreram por volta das 2h30 da madrugada do dia 8 de janeiro de 2017, deixando quatro mortos e seis feridos em tentativas de homicídio. As investigações apontam que o ataque foi planejado e que as luzes da unidade foram apagadas minutos antes das agressões, facilitando a ação dos envolvidos.

(*)Fonte: D24Am

Deixe um comentário