Os presos da Operação Erga Omnes em Manaus tiveram suas prisões mantidas durante as  audiências de custódia, segundo informações do […]

Por meio da operação, pessoas do Amazonas e de outros estados foram presas (Divulgação)

Prisões da Operação Erga Omnes são mantidas em Manaus

Os presos da Operação Erga Omnes em Manaus tiveram suas prisões mantidas durante as  audiências de custódia, segundo informações do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa  atuava nos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional, com ramificações em diversos estados do país.

No Amazonas foram presos Izaldir Moreno Barros,  Adriana Almeida Lima, Anabela Cardoso Freitas, Alcir Quiroga Teixeira Júnior,  Josafá Figueiredo da Silva, Ozimar Vieira Nascimento, Bruno Renato Gatinho Araújo e Ronilson Xisto Jordão.

Em outros estados foram capturados Antonia Fabiane Silva Pinho, Patrícia Chagas Bezerra, Lucila Meireles Costa, Sander Galdencio Cândido de Brito,  Cristiano Luan da Silva da Cacau e José Edilson de Vasconcelos Júnior.

Ainda conforme dados do Coaf, a movimentação financeira identificada dentro de um período de quatro anos alcançou mais de R$ 70 milhões. As empresas fantasmas utilizadas pelo grupo atuavam, formalmente, no segmento de logística, com o objetivo de simular atividades lícitas.

Características

As investigações também identificaram que o líder da organização criminosa se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja localizada no bairro Zumbi dos Palmares, zona leste de Manaus.

Outro núcleo da investigação revelou a participação de ex-assessores que atuavam na área da advocacia, bem como de servidores públicos lotados em setores estratégicos dos órgãos onde exerciam suas funções. Esses agentes eram utilizados para facilitar o trânsito da organização criminosa em diferentes instituições.

“Esse era o objetivo do grupo, ter acesso e influência para resolver problemas internos da organização. Isso ficou evidente após a extração de dados de um aparelho celular apreendido, no qual o líder afirmava ter pessoas em todos os órgãos e dizia não temer a prisão, pois pagava todos”, relatou o delegado Marcelo Martins.

Conforme o delegado, amparado por essa rede de pagamentos e proteção, o líder da organização se sentia seguro para cometer os crimes e chegava a se vangloriar diante dos demais integrantes, afirmando que não havia motivo para preocupação, dada a estrutura de apoio que mantinha.

(*)Com informações: A Crítica

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