O custo médio de vida no Amazonas alcança R$ 2.990 por mês, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Serasa, […]

Custo de vida no Amazonas chega a R$ 2.990 por mês, aponta Serasa
O custo médio de vida no Amazonas alcança R$ 2.990 por mês, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box. O valor inclui despesas com moradia, contas recorrentes, alimentação, transporte, saúde, educação, lazer e serviços pessoais.
O indicador representa quanto uma pessoa ou família precisa desembolsar, em média, para manter os gastos básicos. A variação ocorre conforme a região e reflete o impacto da inflação e dos preços locais no orçamento.
Principais despesas no Amazonas
Entre os gastos que mais pesam no bolso dos amazonenses estão:
- Supermercado: R$ 740
- Contas recorrentes (água, luz, internet e streaming): R$ 570
- Compras em geral: R$ 400
- Transporte: R$ 320
- Mobilidade: R$ 280
- Lazer: R$ 270
No cenário nacional, a moradia representa um custo médio de R$ 1.100. A Região Sul concentra o maior valor (R$ 1.310), enquanto o Nordeste registra o menor (R$ 800). No Norte, a média é de R$ 1.020.
De acordo com Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, as diferenças regionais estão diretamente ligadas ao contexto econômico local. “Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, explica.
Dificuldade para equilibrar o orçamento
A pesquisa revela que apenas 19% dos brasileiros consideram fácil administrar as despesas do dia a dia. No Norte, o percentual é ainda menor: 14%.
Supermercado, contas recorrentes e moradia concentram 57% do orçamento mensal e são apontados como os gastos mais difíceis de manter em dia. “Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos. Isso torna o planejamento financeiro ainda mais necessário”, afirma Aline Vieira.
Mesmo com o peso do custo de vida, apenas um em cada dez brasileiros cogita mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. Para especialistas, o principal desafio está na reorganização do orçamento e na prevenção do endividamento.
(*)Fonte: G1 Amazonas
