Os mais de três milhões de documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein — presos por crime de abuso sexual e […]

Jeffrey Epstein — Foto: Reprodução

Arquivos de Epstein citam Lula e Bolsonaro, mas não há acusações diretas

Os mais de três milhões de documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein — presos por crime de abuso sexual e suicidado em 2019 — continuam a gerar repercussão internacional, com registros divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluindo referências a políticos, empresários e personalidades de vários países.

Entre as comunicações liberadas estão mensagens e anotações em que o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece ligado, de forma indireta, a um e-mail enviado por Epstein envolvendo o filósofo Noam Chomsky, que segundo o documento teria participado de uma ligação do Brasil com o magnata enquanto Lula estava preso em 2018.

O ex-presidente Jair Bolsonaro também surge nas mensagens, sobretudo em conversas com Steve Bannon — ex-assessor da Casa Branca — que teria recomendado manter “a questão do Jair nos bastidores” em meio a discussões políticas do período de 2018. Bolsonaro é mencionado em dezenas de documentos, mas nenhuma evidência apresentada até agora indica que ele foi acusado de envolvimento em qualquer crime relacionado ao caso Epstein.

Especialistas e veículos internacionais reforçam que a presença de nomes em arquivos dessa magnitude não significa provas de conduta criminosa: os documentos incluem denúncias anônimas, e-mails, agendas e referências diversas que ainda estão sendo analisadas por autoridades e jornalistas ao redor do mundo.

Investigadores internacionais continuam trabalhando para compreender a extensão dos registros e a natureza das relações mencionadas, enquanto a divulgação dos dados segue fragmentada e parcialmente censurada por ordens judiciais nos Estados Unidos.

 

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