Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva […]

(Imagem: Ricardo Stuckert | PR)

Chega de “paz e amor”: Lula promete guerra política na eleição de 2026

Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a disputa presidencial de 2026 será uma “guerra” política e declarou o fim da postura conhecida como “Lulinha paz e amor”. O discurso sinaliza uma mudança de estratégia do governo para um enfrentamento mais direto no campo narrativo, especialmente durante a campanha e nas redes sociais.

Na prática, o recado indica que o Planalto pretende intensificar o confronto político diante do avanço de adversários. A fala ocorre em meio ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais recentes, cenário que levou Lula e seus aliados a ampliarem as articulações políticas nos bastidores.

De um lado, o presidente busca isolar uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, trabalhando para afastar partidos do Centrão de um alinhamento com a direita. A estratégia inclui conversas com lideranças como Ciro Nogueira, com o objetivo de garantir ao menos neutralidade dessas siglas no pleito, mesmo sem integrá-las formalmente à base governista.

Paralelamente, Lula avalia ampliar sua coalizão eleitoral, inclusive com a possibilidade de mudanças na chapa presidencial. Uma das hipóteses em discussão é a aproximação com o MDB, o que aumentaria o tempo de televisão e fortaleceria o apoio no Centrão.

Esse movimento, no entanto, poderia implicar a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin da disputa, apesar de sua lealdade ao governo. Recentemente, Lula chegou a afirmar que Alckmin teria “um papel a cumprir” em São Paulo, alternativa que já foi descartada pelo próprio vice.

Segundo lideranças do PT, a maioria do eleitorado brasileiro já teria definido seu posicionamento político ou, ao menos, o campo ideológico em que pretende votar. Nesse contexto, qualquer estratégia capaz de garantir os cerca de “10% dos votos ainda em disputa” é considerada decisiva para o resultado da eleição.

(*)The News

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