O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio […]

Caso Oruam: Justiça decreta prisão e rapper é considerado foragido no Rio
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretar sua prisão nesta terça-feira (3). A Polícia Civil informou que tentou cumprir o mandado na residência do artista, mas ele não foi localizado até o momento.
Oruam é réu em uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado e respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, graças a uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão, no entanto, foi revogada após relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontarem reiterados descumprimentos das medidas judiciais impostas.
De acordo com os autos, o rapper violou diversas vezes o recolhimento domiciliar noturno e apresentou comportamento recorrente de negligência com o equipamento de monitoramento eletrônico. Entre outubro e novembro de 2025, foram registrados 22 incidentes, além de longos períodos com a tornozeleira desligada. No total, segundo a Seap, são 66 ocorrências desde o início do monitoramento, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, majoritariamente por falta de carregamento da bateria.
A Seap informou ainda que Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025 para a troca do equipamento. A tornozeleira retirada foi submetida à perícia, que constatou dano eletrônico possivelmente causado por impacto. Mesmo após a substituição, o novo dispositivo voltou a apresentar falhas e, desde 1º de fevereiro deste ano, permanece descarregado.
Diante das infrações, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do acusado. Embora o juízo tenha inicialmente reconhecido os descumprimentos, deixou de decretar a prisão em razão da liminar então vigente. Com a revogação da decisão do STJ, a juíza Tula Corrêa de Mello concluiu que as medidas cautelares se mostraram insuficientes e determinou a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal.
Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, durante uma operação da Polícia Civil realizada em 22 de julho de 2025, em sua residência. Segundo a denúncia, o rapper e outras sete pessoas teriam arremessado pedras de grande peso contra os agentes durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Além de Oruam, outros três réus respondem ao mesmo processo. Ele é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, atualmente preso em uma penitenciária federal.
