As revelações do maior pacote de arquivos já divulgado sobre o caso Jeffrey Epstein dominaram o noticiário internacional e as […]

(Imagem: Jon Elswick | AP)

Documentos do caso Epstein expõem bastidores e citam nomes poderosos

As revelações do maior pacote de arquivos já divulgado sobre o caso Jeffrey Epstein dominaram o noticiário internacional e as redes sociais no fim de semana. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos cerca de 3 milhões de páginas, além de 180 mil imagens e 2 mil vídeos, reunindo novos detalhes e desdobramentos do esquema envolvendo o bilionário, morto em 2019.

Os documentos citam figuras influentes e trouxeram à tona trocas de mensagens, anotações e relatos que reacenderam debates sobre o alcance da rede de relações de Epstein.

Entre os nomes mencionados está Bill Gates. Rascunhos de e-mails — que aparentam ter sido escritos por Epstein para si mesmo — fazem alegações de que o fundador da Microsoft teria tentado ocultar uma doença sexualmente transmissível da então esposa, Melinda, após relações com “garotas russas”. A assessoria de Gates classificou as acusações como absurdas.

O empresário Elon Musk também aparece em e-mails datados de 2012 e 2013, nos quais pergunta a Epstein sobre as “festas mais selvagens” em sua ilha e tenta agendar visitas acompanhado de sua então parceira, Talulah Riley. Musk afirmou que as mensagens podem ser mal interpretadas e negou ter ido à ilha.

Os arquivos também citam o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. Segundo os documentos, ele convidou Epstein ao Palácio de Buckingham, em Londres. Meses depois, o empresário teria procurado o britânico para apresentá-lo a uma jovem russa de 26 anos.

Já em relação a Donald Trump, uma mensagem de 2012 questiona se Epstein deveria passar o Natal em Mar-a-Lago, em vez de sua própria ilha, o que contraria a versão de que os dois não mantinham contato desde 2004. Os documentos também mencionam uma denúncia de abuso sexual envolvendo Trump e uma menor, ocorrida há cerca de 30 anos. O governo norte-americano afirmou que as acusações são “infundadas e falsas” e destacou que não há provas nos arquivos divulgados.

O Departamento de Justiça informou que a liberação dos documentos está concluída. No entanto, parlamentares democratas afirmam que cerca de 2,5 milhões de arquivos ainda não foram divulgados e pressionam por novas revelações sobre o caso, que segue gerando repercussão global.

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