As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 68,8 bilhões (3,02% do PIB) durante 2025, ante um resultado negativo […]

Brasil registra déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas em 2025, mostra BC
As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 68,8 bilhões (3,02% do PIB) durante 2025, ante um resultado negativo de US$ 66,168 bilhões (3,03% do PIB). Os dados do setor externo foram divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Este foi o maior déficit nominal desde 2014, ou seja, em 11 anos, segundo a série histórica do BC iniciada em 1995.
- Master: PF retoma hoje depoimentos que podem definir futuro de inquérito no STF. Veja quem vai falar e o que está em jogo
- Míriam Leitão: A inflação caiu, os juros também poderiam cair, mas o mercado aposta que a Selic fica em 15%
O dado indica uma maior necessidade de financiamento externo para cobrir as despesas do país com o resto do mundo.
Segundo o BC, este aumento durante o ano passado se deve principalmente à redução de US% 5,9 bilhões no superávit da balança comercial em 2025. Por outro lado, esta perda foi parcialmente compensada pela redução no déficit de serviços, que foi de US$ 2,2 bilhões.
Houve também um aumento no superávit de renda secundária (gerada em uma economia e enviada para outra), US$ 1 bilhão. Enquanto isso, a renda primária permaneceu no mesmo patamar observado no ano anterior.
O economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, destaca que o resultado ficou estável em comparação com o ano passado, do ponto de vista da proporção do déficit em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
— Sob essa ótica, o resultado ficou estável em relação a 2024, mesmo com a queda de US$ 5,9 bilhões da balança comercial. Mais relevante, entretanto, é saber que o investimento direto no país continuou forte, sendo capaz de financiar esse déficit observado em 2025 — explica o especialista.
As contas externas incluem três grandes grupos: balança comercial de exportações e importações; serviços que contam com gastos com transporte, aluguel de equipamentos, tecnologia e turismo; e renda primária que inclui lucros, dividendos e juros que empresas enviam para fora.
Leia a matéria completa em: O Globo
