Durante a NRF 2026, maior evento de varejo do mundo, o CEO do Google, Sundar Pichai, sinalizou uma mudança profunda […]

Google anuncia novo padrão e quer reinventar as compras online com inteligência artificial
Durante a NRF 2026, maior evento de varejo do mundo, o CEO do Google, Sundar Pichai, sinalizou uma mudança profunda na forma como consumidores buscam e compram produtos na internet. No palco do evento, realizado em Nova York, a empresa apresentou o Universal Commerce Protocol (UCP), um padrão aberto que conecta agentes de inteligência artificial diretamente aos varejistas.
A proposta elimina etapas tradicionais do e-commerce. Em vez de pesquisar, filtrar opções, comparar preços e acessar o carrinho, o consumidor passa a interagir diretamente com a inteligência artificial. Basta descrever o que deseja — por exemplo, “um tênis confortável para correr até R$ 600” — e o sistema se encarrega de analisar as opções disponíveis e concluir a compra dentro do Gemini ou da busca do Google em modo AI.
A tecnologia começa a ser implementada nos Estados Unidos e já conta com grandes varejistas. O Walmart será um dos parceiros iniciais, com um agente de compras integrado ao Gemini e a ampliação do uso de entregas por drone, com alcance estimado de até 40 milhões de pessoas no país.
Segundo o Google, o UCP vai além de uma nova funcionalidade. A iniciativa representa uma tentativa de redefinir o modelo do comércio eletrônico na era da inteligência artificial, reduzindo a dependência de cliques, estratégias de SEO e funis tradicionais de venda.
Na prática, o movimento posiciona o Google como a infraestrutura central do e-commerce mediado por IA, estabelecendo um novo padrão para empresas que desejam vender por meio de agentes inteligentes. A estratégia também coloca a big tech em vantagem na disputa com concorrentes como OpenAI e Microsoft em um mercado estimado entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões até 2030.
Para as marcas, o cenário também muda. A disputa deixa de ser pela atenção do consumidor e passa a ser pela preferência dos algoritmos, que decidirão quais produtos serão apresentados e escolhidos pelas máquinas.
(*)Com informações: The News
