Mesmo com investimentos estimados em US$ 5 bilhões apenas em 2025, os robôs humanoides ainda estão longe de se tornarem […]

Foto: Infomoney

Robôs humanoides atraem bilhões em investimentos, mas ainda estão longe do uso doméstico

Mesmo com investimentos estimados em US$ 5 bilhões apenas em 2025, os robôs humanoides ainda estão longe de se tornarem parte da rotina doméstica, como limpar casas ou auxiliar em tarefas do dia a dia. Especialistas e os próprios desenvolvedores admitem que a tecnologia atual não permite esse nível de autonomia, limitando o uso dos humanoides a atividades simples e repetitivas, como movimentação de cargas, separação de itens, soldagem de peças e deslocamentos básicos.

Além das limitações técnicas, o principal entrave é econômico. Para cada US$ 100 investidos na adoção de robôs, apenas cerca de US$ 20 correspondem ao equipamento em si. O restante é destinado a sistemas de segurança, integração e adaptação dos ambientes, medidas consideradas essenciais para evitar acidentes na interação entre humanos e máquinas.

O próprio setor tem adotado um discurso mais cauteloso para conter o entusiasmo excessivo. Durante o maior evento da área, executivos compararam o estágio atual dos robôs humanoides ao Newton, dispositivo da Apple lançado nos anos 1990 que fracassou comercialmente por estar à frente do seu tempo.

Apesar disso, projeções otimistas seguem sendo defendidas por líderes da indústria. Elon Musk afirmou que a Tesla pretende produzir até 1 milhão de robôs Optimus por ano até 2030, enquanto Jensen Huang, da Nvidia, aposta que praticamente tudo o que se move será robotizado no futuro.

Em uma visão de longo prazo, estimativas indicam que cerca de 1 milhão de robôs humanoides estarão em operação até 2035, e que o mercado global do setor possa alcançar um valor de até US$ 5 trilhões em 2050.

(*)Fonte: The News

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