O Parlamento Europeu aprovou uma resolução recomendando que menores de 16 anos não tenham acesso a redes sociais sem a […]

Europa quer limitar redes sociais para menores e responsabilizar CEOs por danos
O Parlamento Europeu aprovou uma resolução recomendando que menores de 16 anos não tenham acesso a redes sociais sem a autorização dos pais. A medida busca uniformizar regras de proteção infantil entre os países do bloco, facilitando a fiscalização e evitando divergências nacionais.
O impacto da proposta é significativo: segundo relatório da OCDE, 96% dos adolescentes de 15 anos já utilizam redes sociais, mostrando a abrangência da questão e a necessidade de regulamentação adequada.
Além disso, a resolução propõe responsabilizar pessoalmente os CEOs das Big Techs — de Mark Zuckerberg a Elon Musk — caso as plataformas violem repetidamente as normas de proteção infantil, estabelecendo um novo nível de prestação de contas para as empresas de tecnologia.
Uma discussão semelhante ocorre nos Estados Unidos, onde Meta, TikTok, YouTube e Snapchat enfrentam processos que acusam as plataformas de explorarem o caráter viciante das redes sociais para adolescentes. Documentos internos revelaram que pesquisadores da Meta chegaram a chamar o Instagram de “uma droga”, e funcionários do TikTok reconheceram que menores “não têm capacidade executiva” para controlar o tempo de tela.
A proposta europeia reforça o movimento global por maior responsabilidade das plataformas digitais e proteção da saúde mental e bem-estar de crianças e adolescentes no ambiente online.
(*) Fonte: The News
