Aquela pergunta típica do tio no churrasco até pode ter um fundo de verdade quando o assunto são as finanças […]

(Imagem: Globo)

Globo reage nas finanças, mas ainda está longe dos tempos de ouro

Aquela pergunta típica do tio no churrasco até pode ter um fundo de verdade quando o assunto são as finanças da emissora. Até setembro, a empresa faturou R$ 8,8 bilhões somente com publicidade — um crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, a receita total do grupo já chega a R$ 13 bilhões. Isso significa que 67% do dinheiro que entra ainda vem de anúncios distribuídos entre TV aberta, canais pagos, streaming e plataformas digitais.

Tudo parece ótimo, certo?
Nem tanto. A melhora nos cofres da Plin-Plin ainda está bem abaixo do que a emissora costumava registrar em tempos não tão distantes. De 2014 a 2024, o faturamento total da Globo despencou mais de 40%, e o lucro foi reduzido pela metade.

Para tentar reequilibrar o caixa, a empresa adotou uma série de cortes e mudanças estruturais no modelo de negócios, incluindo:

  • Fim de contratos de exclusividade esportiva (Copa do Mundo, Brasileirão e Copa do Brasil);
  • Redução e renegociação dos contratos de grandes artistas da casa;
  • Cancelamento da festa de fim de ano de 2025 para conter despesas.

A pressão financeira é tão grande que, se o EBITDA deste ano ficar abaixo de 80% do projetado, os funcionários podem ficar sem receber a PLR (Participação em Lucros e Resultados).

(*)The News

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