Por: Rickyson Martins O vídeo-denúncia do influenciador Felca escancarou uma realidade que muitos preferem ignorar: crianças e adolescentes estão sendo […]

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A denúncia de Felca e a omissão vergonhosa do poder público

Por: Rickyson Martins

O vídeo-denúncia do influenciador Felca escancarou uma realidade que muitos preferem ignorar: crianças e adolescentes estão sendo expostos à sexualização precoce, seja em músicas que exaltam sexo explícito, seja em conteúdos que deveriam ser imediatamente proibidos. A denúncia é clara e necessária, mas o que ela realmente revela é a omissão vergonhosa do poder público.

O Brasil tem leis, sim. A Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) falam em “proteção integral”. Mas de que adianta uma lei bonita no papel se faltam ação, fiscalização e punição? Enquanto políticos se ocupam de disputas de interesse próprio, menores seguem sendo tratados como alvo de exploração em nome do lucro e da cultura.

Não se trata de moralismo. Trata-se de responsabilidade. O Estado fecha os olhos, e os parlamentares se escondem atrás de discursos vazios. A realidade é que ninguém está disposto a enfrentar de verdade a indústria que lucra em cima da sexualização infantil. Projetos de lei que poderiam endurecer penas, restringir esse tipo de conteúdo e punir exemplarmente quem explora menores ficam engavetados, enquanto o problema se agrava.

É revoltante perceber que um influenciador precise levantar esse debate, quando quem deveria estar à frente dele são os políticos eleitos para defender a sociedade. Se há músicas que banalizam a infância e transformam menores em objeto de desejo, isso só é possível porque o poder público é conivente — seja por omissão, seja por conveniência.

A verdade é dura: a infância brasileira está desprotegida. E, se nada mudar, continuaremos vendo casos cada vez mais graves, normalizados sob a desculpa de “entretenimento”. O mínimo que se espera é que deputados, senadores e governantes tenham coragem de encarar o problema e legislar de forma séria.

Proteger crianças não é opcional, é um dever. Cada político que cruza os braços diante desse cenário é cúmplice. E cada vez que a sociedade silencia, reforça o sistema que explora os mais vulneráveis. A denúncia de Felca não pode ser só mais um vídeo viral: precisa ser o estopim de uma cobrança real, direta e incansável.

**Os textos (artigos, crônicas) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião da Div Agência de Comunicação – Portal do Minuto.

 

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