Elmer Wayne Henley Jr., cúmplice do brutal assassino em série Dean Corll — conhecido como “Candy Man” —, fala pela […]

Ex-cúmplice do serial killer “Candy Man” quebra silêncio após 50 anos
Elmer Wayne Henley Jr., cúmplice do brutal assassino em série Dean Corll — conhecido como “Candy Man” —, fala pela primeira vez em cinco décadas no documentário The Serial Killer’s Apprentice (O Aprendiz do Serial Killer), revelando detalhes perturbadores sobre seu envolvimento nos crimes que aterrorizavam Houston, nos anos 1970.
Henley conheceu Corll aos 15 anos, por meio de um amigo adolescente. Corll mantinha uma imagem de homem gentil, famoso por distribuir doces da fábrica da família, ganhando a confiança de crianças e jovens. Porém, por trás dessa fachada, escondeu sua verdadeira natureza assustadora.
Corll oferecia a Henley US$ 200 por cada jovem que ele atraísse para sua casa — valor ainda maior caso a vítima fosse considerada especialmente atraente. Em busca de dinheiro, o adolescente aceitou e passou a recrutar jovens oferecendo festas, bebidas e maconha nas ruas de Houston.
O horror descoberto
Depois de seduzirem as vítimas, Henley deixava-as com Corll e se afastava. Posteriormente, soube que o assassino submetia os jovens a abuso sexual antes de matá-los. Mesmo consciente da brutalidade, Henley manteve a conduta por cerca de três anos e ajudou a atrair dezenas de vítimas.
Em agosto de 1973, após uma discussão violenta, Henley atirou em Corll, acabando com sua onda de assassinatos. Em seguida, ele chamou a polícia e indicou os locais onde os corpos estavam enterrados, revelando ao menos 28 vítimas, embora tenha sido condenado por seis mortes.
Sentenciado à prisão perpétua, Henley permanece encarcerado. Seu parceiro, David Brooks, também recebeu prisão vitalícia e morreu em 2020. Henley teve um pedido de liberdade negado em 2022 e aguarda nova revisão pelos seus 69 anos e questões de saúde. As famílias das vítimas, como a de Stanton Dreymala — considerada a última vítima de Corll —, preparam intensos protestos contra qualquer concessão.
Voz do arrependimento
No documentário, Henley admite sua culpa e tenta expor a verdade dos fatos. Ele descreve as sensações no momento do crime como “memoráveis” e “comoventes”, embora confesse ter ficado “horrorizado” com seus próprios atos. A produção traz ainda análises de profissionais como a psicóloga forense Dra. Katherine Ramsland, além de depoimentos de agentes que atuaram na investigação.
(*) Com informações: Mistérios do Mundo
