Estados Unidos – Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram que o Aspergillus flavus — fungo historicamente associado a mortes misteriosas […]

(Foto: Divulgação/Bella Ciervo)

Fungo ligado à maldição de Tutancâmon revela potencial contra leucemia em estudo nos EUA

Estados Unidos – Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram que o Aspergillus flavus — fungo historicamente associado a mortes misteriosas em escavações como a da tumba de Tutancâmon — pode se tornar uma poderosa arma contra o câncer, especialmente a leucemia. A pesquisa foi publicada na revista Nature Chemical Biology na última segunda-feira (23).

Liderada pela professora Sherry Gao, a equipe isolou novas moléculas do fungo, batizadas de “asperigimicinas”, pertencentes à classe dos peptídeos RiPPs. Duas variantes se mostraram eficazes no combate às células de leucemia, com uma delas alcançando efeitos comparáveis a medicamentos consagrados como citarabina e daunorrubicina.

As asperigimicinas agem bloqueando os microtúbulos das células cancerígenas, impedindo sua divisão descontrolada. Curiosamente, os compostos demonstraram seletividade: atacam células leucêmicas, mas não afetam significativamente outros tipos de câncer. A presença do gene SLC46A3, que facilita a entrada dos compostos nas células-alvo, foi outro achado promissor.

A equipe utilizou uma abordagem inovadora, combinando análises genéticas e metabólicas para localizar e ativar os genes que produzem os compostos. A descoberta abre caminho para novos medicamentos baseados em fungos e reforça o potencial da natureza como fonte de tratamentos avançados.

Os pesquisadores agora planejam testes em modelos animais e, futuramente, ensaios clínicos. A descoberta também indica que outros fungos podem conter compostos semelhantes com aplicações médicas ainda inexploradas.

(*) Com informações: D24AM

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