Após três anos de guerra, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a falar em negociações com a Ucrânia. Ele […]

Imagem: Mikhail Metzel / Sputnik / AFP)

Putin propõe retomada de negociações com a Ucrânia após pressão internacional

Após três anos de guerra, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a falar em negociações com a Ucrânia. Ele propôs uma reunião para esta quinta-feira, na Turquia, com o objetivo de discutir os rumos do conflito. A proposta veio um dia após a visita de líderes da França, Alemanha, Reino Unido e Polônia a Kiev, que pressionaram por um cessar-fogo imediato de pelo menos 30 dias. Caso contrário, Moscou poderá enfrentar novas sanções.

Desde o início da invasão russa, em 2022, Rússia e Ucrânia chegaram a tentar um diálogo, mas as tratativas fracassaram diante da recusa russa em retirar tropas de territórios ocupados. Com isso, o canal de negociações permaneceu fechado por anos.

Agora, Putin sugere discutir as “raízes do conflito”, termo que, segundo o Kremlin, inclui críticas à expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à aproximação da Ucrânia com o Ocidente. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, busca soluções mais imediatas: quer o fim dos bombardeios, a criação de um canal de confiança e, só então, debater questões de longo prazo.

A proposta de encontro conta com o apoio da Turquia, que se ofereceu para sediar a reunião. A comunidade internacional reagiu com cautela. O presidente francês Emmanuel Macron classificou a iniciativa como “um primeiro passo, mas insuficiente”. Já o ex-presidente dos EUA Donald Trump celebrou a proposta como um “grande dia”, e até o recém-empossado Papa Leão XIV mencionou o conflito ucraniano em seu primeiro apelo pela paz mundial.

Cessar-fogo entre Índia e Paquistão segue pelo terceiro dia

Em paralelo, a trégua entre Índia e Paquistão segue em vigor pelo terceiro dia consecutivo. Apesar das trocas de acusações sobre violações do cessar-fogo, não há registros de novos confrontos. Mais de 60 pessoas morreram nos últimos embates entre os dois países.

Segundo Donald Trump, a pausa nos combates foi mediada por Washington, mas o governo indiano minimizou o papel dos Estados Unidos no acordo.

Deixe um comentário