Desde o início de 2023, a equipe informal da primeira-dama Janja Lula da Silva movimentou mais de R$ 1,2 milhão […]

Reprodução: Instagram

Primeira-dama Janja gasta mais de R$ 1,2 milhão em viagens desde 2023 com sua equipe informal

Desde o início de 2023, a equipe informal da primeira-dama Janja Lula da Silva movimentou mais de R$ 1,2 milhão em viagens, levantando discussões sobre o uso de recursos públicos. Apesar de não possuir um cargo oficial ou uma equipe formalizada, Janja conta com pelo menos 12 pessoas à disposição, incluindo assessores, fotógrafo oficial e agentes de segurança, o que gera um custo mensal de R$ 160 mil ao governo, segundo apuração do Estadão.

Para a abertura das Olimpíadas de Paris, por exemplo, a primeira-dama contou com oito policiais federais — entre agentes e delegados — em sua comitiva. A estrutura atribuída a ela ultrapassa, em número de membros, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, gerando críticas e questionamentos sobre a gestão desses recursos provenientes da arrecadação pública.

De acordo com a Casa Civil da Presidência, Janja não possui um gabinete formal. Contudo, ela é assistida por integrantes do Gabinete Pessoal da Presidência. A criação de uma equipe oficial chegou a ser cogitada no início do ano, mas foi barrada por Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil.

Debate sobre o papel da primeira-dama
Janja defende a institucionalização de um gabinete para a primeira-dama, comparando o Brasil com países como EUA, México e Paraguai, onde essas figuras têm equipes oficiais e papéis mais definidos. “Nos EUA, a primeira-dama tem gabinete, agenda e protagonismo, e ninguém questiona. Por que isso acontece no Brasil? Vou continuar fazendo o que acho correto”, afirmou em uma recente declaração.

Atualmente, Janja ocupa uma sala de 25m² no terceiro andar do Palácio do Planalto, ao lado da sala do presidente Lula. Contudo, sua imagem pública enfrenta um momento delicado, conforme apontam pesquisas e rumores nos bastidores do PT. O debate sobre o custo e a extensão de sua atuação reflete uma questão maior sobre os limites e responsabilidades das primeiras-damas no Brasil.

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