A população que se declara como amarela é a mais envelhecida do país. O IBGE estipula uma taxa, o chamado de índice de envelhecimento, a partir da comparação do número de idosos (60 anos ou mais) com a população de 14 anos ou mais.
A média nacional do índice é 80. Já entre os amarelos, chega a 266,5 – mais que o triplo. Os indígenas, população menos envelhecida, tem índice de 35, 6.
Homens são maioria somente entre os pretos
A população preta é a única em que há mais homens que mulheres. Para cada 100 mulheres pretas, há 103,9 homens pretos. No geral, a população brasileira é majoritariamente feminina, e há 94,2 homens para cada 100 mulheres.
A proporção de homens é a menor entre os amarelos (89,2 para cada 100 mulheres). Entre os brancos são 89,9 homens para cada sem mulheres. Entre os pardos, 96,4, e entre os indígenas, 99,1.
Outros dados do Censo 2022
Os dados do Censo 2022 começaram a ser divulgados em junho deste ano. Desde então, foi possível saber que o
- Brasil tem 203 milhões de habitantes, um número menor do que era estimado pelas projeções iniciais;
- O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. E há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros;
- O Brasil tem 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo inclui em seus questionários perguntas para identificar esse grupo;
- O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas.
*O percentual de pessoas indígenas considera tanto a autodeclaração de cor ou raça quanto os que responderam à pergunta “se considera indígena?”
Com informações: G1
Dados: IBGE