Manaus vem se tornando uma das capitais mais violentas do país, é o que mostram os números de assassinatos ocorridos […]

Enquanto o tráfico ganha terreno, cadê o governador?

Manaus vem se tornando uma das capitais mais violentas do país, é o que mostram os números de assassinatos ocorridos de janeiro a julho, de acordo com o apontamento do Ministério Público do Estado (MPE-AM).nnDurante essa semana, a capital amazonense – palco de uma guerra entre facções pelo comando do tráfico de drogas na região – se tornou notícia nacional devido a crescente violência que toma conta da cidade dia após dia.nnDiante deste cenário de guerra e terror, que atinge toda população manauense e avança para o interior do estado, fica a pergunta: Cadê o governador?nnO reflexo do descasonnO descaso do governo do Amazonas com a Segurança Pública vem mostrando o seu resultado. Ainda nesta semana, uma denúncia do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), em nota publicada em uma rede social, denunciou e cobrou do governador Amazonino força enérgica no combate ao crime organizado.nnNo comunicado, o prefeito denunciou que um grupo de agentes da saúde, que estava vacinando crianças contra o sarampo, foi impendido por traficantes de continuar a ação e tiveram que sair do local. A campanha estava acontecendo no bairro Jorge Teixeira, na zona leste da cidade.nnIsso é extremamente grave e, além de tudo, é uma afronta às instituições, bem como à sociedade. Afinal, quem comanda o Amazonas? O tráfico ou governo do Estado? O caso ganhou repercussão nacional e jogou o nome de nossa querida capital nas páginas policiais do país.nnÉ triste e revoltante. Estamos presenciando rotineiramente o aumento desenfreado da violência enquanto Amazonino parece não ter forças para reagir. Jogou no lixo a confiança que a população amazonense depositou nele, mais uma vez.nnDiante de tal descaso, podemos afirmar: Temos um governador sem comando! Uma tremenda vergonha!nnÍndice de homicídios na capitaln

Um novo balanço, realizado em Manaus, apontou o auto índice de homicídios – cerca de 70 assassinatos são registrados por mês. Somente em junho, houve um recorde de assassinatos no ano e os números saltaram para 103.

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No mês de julho, até o momento, a Polícia Civil já contabiliza mais 50 casos. São mais de 450 homicídios desde o início de 2018. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) indicou que as mortes têm ligação com a fuga de detentos da unidade prisional.

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Guerra entre facções

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) alegou que o aumento de assassinatos é consequência da guerra entre quadrilhas do Rio de janeiro e São Paulo – Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), respectivamente -, que disputam o comando do tráfico de drogas no Amazonas com a facção local conhecida como Família do Norte (FDN).

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De acordo com a Polícia Militar, o bairro da União foi apontado como o bairro mais perigoso de Manaus. Ainda conforme a PM, o local é ocupado por bandidos da principal organização criminosa do Rio de Janeiro. O levantamento do MPE-AM foi outro caso de grande repercussão nacional.

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Neste mesmo bairro, uma equipe do Departamento de Investigação Sobre Narcóticos (Denarc) foi descoberta pelos criminosos, que atiraram várias vezes contra os investigadores que reagiram e conseguiram fugir.

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Fugas de presidiários ligados ao tráfico e facções criminosas prejudicaram ainda mais a segurança do Estado. Eles são vistos como principais causadores do aumento de mortes violentas na capital. Os detentos fugiram do Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2) por meio de um túnel.

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Governador de mãos atadas

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Estamos diante de um governador passivo, que perdeu completamente a autoridade e está de mãos atadas, sem saber o que fazer para, ao menos, tentar controlar a situação. Manaus não pode mais ser refém de um grupo político que não consegue resolver os problemas básicos de sua gente há décadas. O descaso com a segurança é reflexo de um governo falho e incapaz de lidar com a situação. É também reflexo da falta de responsabilidade com outras áreas da sociedade, como a educação, por exemplo.

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O número crescente de mortes em decorrência do tráfico de drogas demonstra, de forma clara, a incompetência de Amazonino. O governador perdeu a capacidade de liderar e propor soluções para combater, de forma eficaz, o crime organizado. Parece que os R$ 5,6 milhões investidos no xerife americano para resolver a questão da segurança não solucionou o problema. Talvez resolva a vida do xerife, mas a do Amazonas não.

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Nossa capital não merece ser palco de tanta crueldade, de uma violência que cresce e parece não ter mais fim. Nosso povo não pode mais ficar a mercê de quadrilhas, nem tão pouco de um governo inerte e incapaz de solucionar tais problemas, dos quais vêm causando pânico e terror na população diariamente.

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O cenário caótico do Estado quanto à Educação, Saúde e Segurança, serve de alerta e nos responde a pergunta acima: Cadê o governo do Estado?

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Amazonino perdeu as rédeas e a gerência do estado amazonense. Basicamente, ele se encontra isolado dentro de seu gabinete, desorientado, perdido, nitidamente sem condição alguma de demonstrar qualquer tipo de reação diante do cenário catastrófico que se desenha. Sendo assim, fica cada vez mais evidente que é preciso renovar nosso cenário político, pois, do jeito que está, não podemos permitir que tal situação se perpetue.

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Somente novas forças comprometidas com a população podem mostrar uma luz no fim do túnel, renovar a esperança do povo. Só um governo forte pode combater com energia e eficiência os graves problemas que afligem nosso estado. Manaus merece muito mais. O Amazonas merece se libertar da incompetência de políticos descompromissados com o bem comum. LIBERDADE JÁ!

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