A Rasga Mortalha é o nome popular que se dá, na região norte e nordeste, à uma pequena coruja, de […]

Quinta Misteriosa: A Lenda da Rasga Mortalha

A Rasga Mortalha é o nome popular que se dá, na região norte e nordeste, à uma pequena coruja, de cor branca, de vôo baixo. O atrito de suas asas, ao voar, produzem o som de um pano que está sendo rasgado. O povo acredita que, quando ela passa sobre a casa de alguma pessoa doente, ela esteja rasgando a mortalha do moribundo, que, assim está prestes à morrer. Dizem que se uma coruja Rasga Mortalha pousar no telhado ou na sacada de sua casa e piar, é sinal de que alguém da casa logo irá morrer.

A lenda conta que um feiticeiro conhecido como Eliel, tinha uma filha chamada Suindara, que trabalhava como carpindeira (mulheres pagas para chorarem em velórios e cemitérios), que começou a namorar as escondidas com o filho de uma condessa chamada Ruth, famosa por sua rigidez e preconceitos que não aceitava o romance, que arquitetou um plano diabólico para acabar com a relação, mandando sua empregada entregar um bilhete para a carpideira dizendo que contrataria os seus serviços e que a encontraria atrás de uma cripta azul, que ficava no local mais afastado e escuro do cemitério. Assim que Suindara chega ao local combinado é assassinada por um capanga da condessa.

Todos na vila lamentaram a morte da jovem, e a enterraram em um mausoléu onde esculpiram uma enorme coruja branca no meio da sua cripta. Eliel, utilizando sua magia descobre o nome do assassino e da mandante, e para se vingar principalmente da condessa, vai até o túmulo de sua filha e realiza um feitiço poderoso, que faz o espírito da filha penetrar na enorme estátua de coruja branca fazendo com que ela crie vida.

A coruja sai voando pela vila e vai até a sacada da janela do quarto onde a condessa dormia, e começa a piar seu canto macabro. No dia seguinte a condessa amanhece morta com suas roupas todas rasgadas, por isso, a coruja ficou conhecida naquele dia em diante como Rasga Mortalha, avisando quando alguém da família está prestes à morrer sempre que pia seu chamado da morte, até os dias de hoje.

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